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Tesouros Humanos Vivos: Câmara de Imperatriz debate reconhecimento e apoio a mestres e mestras da cultura popular

No último 12 de agosto de 2025, a Associação Cultural Casa das Artes ocupou a Tribuna Popular da Câmara Municipal de Imperatriz para colocar no centro do debate uma pauta histórica: a criação do Projeto de Lei Tesouros Humanos Vivos (Lei Mestra Francisca do Lindô).

A discussão acontece às vésperas do Dia Nacional do Patrimônio Cultural (17 de agosto), data que nos convida a refletir não apenas sobre monumentos e bens materiais, mas também sobre os bens culturais imateriais, saberes, ofícios, formas de expressão e modos de viver que resistem graças à atuação de mestres e mestras da cultura popular. Guardiões da memória e da identidade, eles mantêm vivas tradições e histórias transmitidas de geração em geração, formando a base de quem somos como sociedade.

O projeto, reapresentado pela Casa das Artes com apoio do vereador Whallassy Oliveira e da vereadora Renata Morena, propõe o reconhecimento oficial e o apoio financeiro vitalício a mestres com mais de 20 anos de atuação comprovada, custeado pelo Fundo Municipal de Cultura. A medida busca corrigir uma dívida histórica: muitos desses artistas vivem em situação de vulnerabilidade, apesar de sua contribuição cultural inestimável.


Durante a Tribuna, Lília Diniz, presidente da Casa das Artes, relembrou a trajetória do Festival de Cultura Popular de Imperatriz desde 2008, ressaltando como o evento sempre combinou fruição, formação e incidência política. Profa. Dra. Regina Célia, vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Imperatriz, destacou que o esquecimento dos mestres é resultado de decisões políticas e que legislar pela preservação do patrimônio imaterial é um ato de humanidade e respeito. Elicléia Dallo, jornalista e vice-presidente da Casa, alertou que o esquecimento começa quando não se cria espaço para que novos mestres surjam, defendendo investimentos contínuos em cultura comunitária e espaços de formação.

A presença de representantes do Executivo, como o secretário adjunto Adonilson Lima, sinalizou o compromisso da gestão municipal em dialogar sobre o projeto, fortalecendo a perspectiva de sua tramitação.

A sessão integrou as ações de abertura do V Festival de Cultura Popular – De Repente, um Forrozinho!, realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo. Até 24 de agosto, Imperatriz vivencia uma programação gratuita com apresentações de forró e repente, oficinas de cordel, xilogravura e danças populares, feira de artesanato, gastronomia típica e aulas-espetáculo com mestres da cultura.

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Mais do que um evento artístico, o festival reafirma-se como ato de resistência e salvaguarda do patrimônio cultural, alinhado à missão de manter viva a memória, valorizar os saberes tradicionais e assegurar que mestres e mestras da cultura popular sejam reconhecidos e protegidos em vida.

📅 Confira a programação completa no instagram da Associação e participe dessa mobilização. Ao defender nossos mestres, defendemos a história, a identidade e o futuro da nossa cultura.

Fundada em 2001 por um grupo de artistas inquietos com a cena cultural local, a Casa das Artes construiu sua trajetória entendendo que cultura, território, memória, meio ambiente e modos de vida caminham juntos. Somos hoje um Ponto de Cultura que atua com comunidades urbanas e rurais, povos indígenas e comunidades tradicionais de Imperatriz e da Região Tocantina.

Compreendemos a cultura como prática viva, produzida nas relações entre pessoas, comunidades e seus territórios, fortalecendo identidades, preservando patrimônios materiais e imateriais e ampliando direitos.

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